Ainda que lentamente, mulheres seguem conquistando mais espaço na indústria de refrigeração e ar condicionado

Por Redação / BLOG DO FRIO

A fundadora do movimento Elas no AVAC-R, Carmosinda Santos, e a empresária Helena Bento Furtado na Febrava 2023 | Foto: Nando Costa/Pauta Fotográfica
A fundadora do movimento Elas no AVAC-R, Carmosinda Santos, e a empresária Helena Bento Furtado na Febrava 2023 | Foto: Nando Costa/Pauta Fotográfica

A Febrava, principal feira de aquecimento, ventilação, ar condicionado e refrigeração (AVAC-R) da América Latina, tem se mostrado palco de uma notável evolução: a crescente presença e influência feminina no setor.

Em uma indústria historicamente dominada por homens, as mulheres estão conquistando mais espaço, voz e, sobretudo, respeito.

Uma prova clara desse avanço foi a presença marcante das integrantes do Elas no AVAC-R, primeiro movimento feminino do setor no Brasil, nos quatro dias da mostra promovida na semana passada no São Paulo Expo.

Na avaliação da fundadora do coletivo, Carmosinda Santos, o saldo da 22ª Febrava é um retrato fiel da situação atual: avanços significativos, motivos para celebração, mas também desafios persistentes que requerem atenção e ação contínua.

Quanto aos desafios, especificamente, a ativista diz que é surpreendente e desanimador encontrar vestígios de práticas arcaicas em eventos de grande porte no País.

“A objetificação das mulheres, reduzindo-as a meros objetos de decoração ou atração para chamar a atenção em estandes, é um reflexo de mentalidades que precisam ser urgentemente revisadas”, afirma.

Segundo ela, “é louvável perceber que a objetificação feminina diminuiu substancialmente em feiras no País, como na própria Febrava, mas é inegável que o problema ainda persiste em alguns cantos”.

“Toda vez que uma mulher é reduzida ao status de objeto, minimizamos seu valor, talento e contribuição. Precisamos continuar nossa luta para erradicar isso da nossa cultura.”

Enquanto a indústria se moderniza em diversos aspectos, prossegue a refrigerista, é essencial que as mentalidades também avancem. “É tempo de reconhecer as mulheres por suas competências e contribuições, e não por sua aparência”, acrescenta.

Categorias: SINDRATARPE

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